Missa presidida pelo Papa Francisco abre o Sínodo dos Bispos


Foto: Tony Gentile/Reuters

Nesta quarta-feira (3), aconteceu a abertura da XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. Com o tema Os jovens, a fé e o discernimento vocacional, o encontro se estenderá até o dia 28 de outubro, reunindo 266 padres sinodais, no Vaticano.

Na Praça São Pedro, o Papa Francisco presidiu a missa de abertura do Sínodo que, pela primeira vez, conta com a participação de dois bispos da China continental, fator que foi observado pelo Pontífice na homilia. “Graças à sua presença, é ainda mais visível a comunhão de todo o Episcopado com o Sucessor de Pedro”.

Na homilia, o Papa pediu ao Espírito Santo que dê aos padres sinodais a graça de serem ungidos com o dom dos sonhos e da esperança, a fim de que eles possam ungir os jovens com o dom da profecia e da visão. “Ungidos na esperança, começamos um novo encontro eclesial capaz de ampliar horizontes, dilatar o coração e transformar as estruturas que hoje nos paralisam, separam e afastam dos jovens, deixando-os expostos às intempéries e órfãos duma comunidade de fé que os apoie, dum horizonte de sentido e de vida (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 49)”, ressaltou.

“Ungidos na esperança, começamos um novo encontro eclesial capaz de ampliar horizontes, dilatar o coração e transformar as estruturas que hoje nos paralisam, separam e afastam dos jovens […]”

Papa Francisco

É a partir da esperança que se inicia hoje esse encontro eclesial, observou o Papa, destacando que a esperança move e destroça o conformismo e leva a olhar para os jovens e ver as situações em que eles se encontram. “A mesma esperança pede que trabalhemos por derrubar as situações de precariedade, exclusão e violência, a que está exposta a nossa juventude”, afirmou.

Francisco ressaltou ainda que, hoje, os jovens exigem uma dedicação criativa, entusiasta e cheia de esperança, a fim de que não fiquem sozinhos nas mãos de “traficantes de morte” que oprimem sua vida. Nesse sentido, o Papa convidou à escuta, a fim de discernir o que Deus está pedindo à Igreja. “O dom da escuta sincera, orante e, o mais possível, livre de preconceitos e condições permitir-nos-á entrar em comunhão com as diferentes situações que vive o povo de Deus. Ouvir a Deus, para escutar com Ele o clamor do povo; ouvir o povo, para respirar com ele a vontade a que Deus nos chama”, disse.

O Papa confiou os trabalhos do Sínodo à proteção da Virgem Maria. “Que Ela, mulher da escuta e da memória, nos acompanhe no reconhecimento dos vestígios do Espírito, a fim de que solicitamente, entre os sonhos e esperanças, acompanhemos e estimulemos os nossos jovens para que não cessem de profetizar”, afirmou.

Por fim, Francisco deixou uma palavra aos padres sinodais. Recordou a eles a mensagem deixada pelo Concílio Vaticano II, época em que muitos deles que hoje participam do Sínodo eram jovens: em suma, um convite a alargar os corações, ouvir o apelo dos irmãos e colocar ao seu serviço as energias juvenis; lutar contra os egoísmos, recusar a violência e o ódio, ser generosos e construir com entusiasmo um mundo melhor. “Padres sinodais, a Igreja olha-vos com confiança e amor”, concluiu o Papa.

 

Fonte: Canção Nova