Barco hospital com o nome do Papa Francisco percorrerá cidades ribeirinhas

Embarcação levará atendimento médico a cerca de 700 mil pessoas no Pará

Em fevereiro de 2019, um navio hospitalar batizado de Papa Francisco começará a visitar as cidades ribeirinhas da Amazônia. O barco hospital levará o nome do Pontífice, pois foi a figura que inspirou o projeto. Durante a JMJ (Jornada Mundial da Juventude), de 2013, em sua visita ao Hospital do Rio de Janeiro (RJ), administrado pela Fraternidade São Francisco de Assis, o Santa Padre perguntou a Frey Francisco Belotti se a Fraternidade estava presente na Amazônia. Ele incentivou-os a pôr em marcha um projeto na região. O navio é a resposta àquele desejo.

Segundo o Vatican News, o Papa ficou emocionado quando o franciscano Bernardo Bahlmann, bispo de Óbidos, uma das dioceses brasileiras do curso médio do Amazonas, lhe apresentou o projeto. Em um vídeo de cinco minutos e graças a uma maquete do navio, Francisco pôde ter uma ideia do que dentro de poucos meses já será uma realidade. Como disse monsenhor Bahlmann a Vatican News, o Papa “ficou emocionado, muito feliz com este importante projeto e enviou uma saudação a todos os povos da Amazônia”.

As gestões da construção do navio correram a cargo da EMGEPRON, empresa pública de projetos navais, vinculada ao Ministério da Defesa do Brasil. De acordo com dados da licitação para o estaleiro, o “Papa Francisco” terá um comprimento de 35 metros, um deslocamento de 190 toneladas e uma velocidade de 11 nós (cerca de 20 km/h), e terá um centro cirúrgico, enfermaria, farmácia, laboratório e salas de radiografia, mamografia e ultrassonografia.

O barco fornecerá assistência médica e odontológica na Bacia Amazônica do Pará a cerca de 700 mil moradores de comunidades ribeirinhas dos municípios de Alenquer, Almeirim, Belterra, Curruá, Faro, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Santarém e Terra Santa. Também realizará, em associação com diversas universidades, pesquisas sobre as patologias de maior incidência na região.

 

Fonte: OMPRESS-ROMA/Vatican News