Foi na capela de Montmartre, em Paris (França), em 15 de agosto de 1534, que Inácio e seis companheiros – Francisco Xavier, Pedro Fabro, Afonso Bobadilha, Diogo Laínez, Afonso Salmeirão e Simão Rodrigues – fizeram votos de dedicarem-se ao bem dos homens, imitando Cristo, peregrinar a Jerusalém e, caso não fosse possível, apresentar-se ao Papa, com o objetivo de colocarem-se à disposição do Pontífice. Um ano depois, os votos foram renovados por eles e mais três outros companheiros – Cláudio Jaio, João Codure, Pascásio Broet.

Passados seis anos, por meio da bula Regimini militantis Ecclesiae, a Companhia de Jesus foi aprovada oficialmente pelo Papa Paulo III, em 27 de setembro de 1540. No ano seguinte, 1541, Inácio foi eleito o primeiro Superior Geral da Ordem, passando a viver em Roma (Itália).

Desde o início de sua existência, a Companhia de Jesus sempre se caracterizou pela intensa atividade missionária e apostólica, como se pode observar nas palavras deixadas por Santo Inácio: “Para a Maior Glória de Deus”, tradução de “Ad Majorem Dei Gloriam”.

Assim, em pouco tempo, os jesuítas espalharam-se por todo o mundo, dedicando-se às mais diferentes missões. Temos dois bons exemplos do fervor apostólico e missionário da Companhia de Jesus: São Francisco Xavier, com seu intenso trabalho no Oriente, e São José de Anchieta, no Brasil Colônia.

Pouco mais de 200 anos depois de seu nascimento, a Companhia de Jesus enfrentaria seu pior momento:  sua supressão, de 1773 a 1814, na Europa e seus domínios, permanecendo apenas na Rússia e na Prússia.

A supressão, que durou 41 anos, interrompeu mais de dois séculos de muita criatividade, vigor e entusiasmo apostólicos da ordem religiosa. No entanto, esse fato não conseguiu sufocar o Espírito que está na origem da sua existência. Na manhã de 7 de agosto de 1814, Pio VII celebrou a missa no Altar de Santo Inácio. Após a cerimônia, com a presença de todos os cardeais da cidade e de cerca de 100 jesuítas sobreviventes da supressão, o Papa solicitou ao Monsenhor Cristaldi a leitura da Bula Sollicitudo Omnium Ecclesiarum. Diante de todos, o Papa fez ler a Bula que restaurava a Companhia de Jesus em todo o mundo.

Hoje, assim como ontem, a Companhia de Jesus é reconhecida no mundo inteiro por seu trabalho missionário e por sua atuação nas áreas educacional, espiritual, intelectual e social.